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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Baratas

julho 18, 2018 4

Tenho medo de baratas. Pronto, assumi. Nem sei bem se é medo, ou assim um nojo tão grande que me tolda a mente e me faz ter medo delas. Na verdade, que mal me vai uma barata fazer? Consigo facilmente (às vezes não tão fácil assim) extermina-la com umas chineladas ou uma bela pisadela. Ou conseguia, se tivesse coragem para isso, mas sou uma conas.
Escrevo este post, depois de, madrugada adentro, após ir fazer o meu rotineiro xixi noturno, me ter deparado com uma barata gigante ali na janela, a fazer de espectadora.
Eu cá nem sou de me importar de fazer xixi acompanhada, mas não por este tipo de bicheza. O homem já estava ferrado. Pensei por breves segundos em ganhar um par de tomates e acabar com a barata sem o chamar. Que se foda, feminismo sim, igualdade de  género sim, mas não quando o assunto envolve extermínio de baratas. Aí sou, assumidamente, uma donzela em desespero.
"Temos uma barata enoorme no wc, não consigo fazer xixi", disse assim num tom calimero.
Ele meio a dormir - "então, queres que eu a mate não é?".
Não, havia de querer o quê? Deixa-la passar a noite? Nem dormia descansada.
Lá foi ele. Eu fiquei do lado de fora do wc, já preparada, em modo fuga, não fosse a barata escapar-se às chineladas. Não escapou, que alívio!
"És muita homem", disse-lhe em tom de gozo, mas a verdade é que se fosse eu sozinha estava bem lixada para matar a merda da barata.

sábado, 14 de julho de 2018

Ódios de Estimação #1

julho 14, 2018 12


Ganhei assim um ódiozinho de estimação a esta t-shirt da Levis.
A expressão que até descreveria melhor o sentimento, seria a expressão muito usada no português do brasil: “ranço”. No começo, quando a t-shirt apareceu, ainda me passou pela cabeça arranjar uma, nem sei bem porquê, na altura até me pareceu fixe. Ainda bem que não comprei.
Não há dia que não se saia à rua e não conte pelo menos umas 10 t-shirts a passearem-se em corpos alheios. A NIT fez até uma pequena repostagem no Rock in Rio a entrevistar uma série de pessoas que levaram esta t-shirt ao festival. Esta moda de hoje em dia, muito baseada no consumismo das marcas por puro show-off, ou porque a Kylie Jenner ou outro qualquer influencer usa, em que no fim o resultado é comparável a uma linha de montagem em que se entra numa máquina se se sai igual a todos os restantes. Não é só a t-shirt da Levis, é também as t-shirts e camisolas trashers, por exemplo e os acessórios e roupas da Supreme, cujos preços já não são tão acessiveis a qualquer bolso, mas há sempre umas falsificaçõezitas na feira para poderem continuar a fazer parte da cultura da Linha de Montagem.
Acho que se na altura tivesse comprado a tal t-shirt da Levis, neste momento já a tinha recambiado para a minha gaveta de pijamas ou roupa de andar por casa, porque se há coisa que nunca gostei muito foi de seguir o efeito manada e ver 20 pessoas na rua com a mesma peça de roupa que eu.
Se vocês são proprietarios de uma t-shirt da Levis, pelo amor da santa, não se sintam ofendidos. Mas por acaso, gostava de saber, se depois de terem comprado a t-shirt e de reparar que agora parece que anda toda a gente com uma, qual uniforme de lojista da marca, não se sentem um ‘cadinho arrependidos da aquisição?